Uma única superfície contínua da margem seca ao leito submerso, sem descontinuidade na linha d'água.
Levantamento topobatimétrico é a integração de dois trabalhos que normalmente são feitos em separado: a topografia da parte seca, incluindo margens e taludes, e a batimetria da parte submersa. O objetivo é obter uma superfície contínua, sem degrau artificial na linha d'água.
A dificuldade técnica está justamente na faixa de transição. A parte seca é levantada com métodos topográficos convencionais, a parte submersa com ecobatímetro ou sonda, e a região rasa próxima à margem costuma ficar em zona morta dos dois métodos. Sem planejamento, o resultado é uma superfície com lacuna ou com salto de cota na borda.
Por isso o serviço trata referência vertical, sobreposição de faixas e verificação do nível d'água como parte do método, e não como detalhe. É o que permite usar o produto em estudo hidráulico, dimensionamento de travessia, projeto de proteção de margem, cálculo de volume de desassoreamento ou seção de projeto.
Ponte, passagem molhada, tomada d'água ou emissário precisam de seção completa, incluindo margens e leito.
A modelagem exige seções transversais contínuas ao longo do trecho, com relevo da várzea e do canal.
É necessário quantificar material depositado considerando também as margens e a geometria original.
O projeto de contenção depende da geometria do talude seco e do leito imediatamente adjacente.
Definição da malha de seções, do espaçamento das linhas de sondagem e da faixa de sobreposição entre topografia e batimetria.
Implantação do apoio em terra e definição da referência de nível, condição para amarrar o leito e a margem na mesma superfície.
Levantamento das margens, taludes, bordas, estruturas e faixa de várzea, avançando até a lâmina d'água.
Sondagem ao longo das linhas planejadas, com registro simultâneo de posição e do nível d'água no período.
Composição da superfície única, tratamento da faixa de transição, geração de seções, curvas e volumes.
Medição da profundidade ao longo das linhas de sondagem, com posicionamento simultâneo.
Posicionamento da embarcação e da parte seca no mesmo sistema de referência.
Detalhamento de margens, estruturas e controle vertical da faixa de transição.
Cobertura da várzea e das margens em trechos extensos, complementando a parte seca.
A combinação de equipamentos é definida conforme o objetivo do trabalho, o porte da área e a precisão necessária. Não há um único arranjo aplicável a todos os casos.
O valor é definido caso a caso, após entender escopo e condições de campo. Não trabalhamos com tabela fixa divulgada.
O levantamento é executado por profissional habilitado, com ART quando aplicável. Os resultados referem-se à geometria observada e ao nível d'água registrado na data do trabalho.
A batimetria cobre apenas a parte submersa. O topobatimétrico integra a parte submersa com a topografia das margens e da parte seca, formando uma superfície contínua.
Com sobreposição planejada: a topografia avança até onde a leitura é segura e a sondagem cobre a região a partir da profundidade mínima operacional, garantindo dados na transição.
Sim. Por isso o nível é registrado durante o trabalho e a superfície é referida a uma referência vertical definida, permitindo comparação com outros levantamentos.
Sim, quando a malha de seções é definida com essa finalidade. As seções contínuas terra-água são a entrada usual dos modelos hidráulicos.
Sim, comparando a superfície atual com uma superfície de referência anterior ou de projeto, quando essa base existe e é compatível.
Rios, córregos, canais, lagos, represas e reservatórios, respeitando as condições de acesso, navegabilidade e segurança de cada local.
Envie a localização, os documentos disponíveis e a finalidade do trabalho. A análise do escopo define método, entregáveis e proposta.