Verificação técnica do imóvel antes de assinar o termo de recebimento, com relatório organizado para apresentação à construtora.
A entrega de um imóvel novo é o momento em que o comprador tem a melhor posição para exigir correções. Depois de assinar o termo de recebimento sem ressalvas e depois de iniciar a mudança, fica mais difícil distinguir o que veio com defeito do que foi causado pelo uso, pela mudança ou pela reforma do próprio morador.
A vistoria de entrega é uma verificação técnica organizada da unidade, feita item por item, com registro fotográfico e descrição objetiva. Não é uma conferência de gosto pessoal: o foco está em conformidade de execução, funcionamento, acabamento dentro de tolerâncias aceitáveis e ausência de indícios de problema que se agravam com o tempo, como umidade e fissuração.
O relatório serve para dois propósitos práticos. Primeiro, sustentar a lista de pendências apresentada à construtora, com linguagem técnica e evidências, o que reduz discussão. Segundo, criar um registro datado da condição de recebimento, útil se um problema aparecer depois e houver dúvida sobre a origem.
É importante entender o limite: a vistoria de entrega é não destrutiva. Ela não abre paredes, não desmonta sistemas e não realiza ensaios laboratoriais, salvo se ensaios específicos forem contratados separadamente. Isso significa que ela identifica o que é acessível e observável, com apoio de instrumentos simples, e não substitui investigação aprofundada quando algum indício exige.
A LHGEO Engenharia realiza a vistoria com checklist técnico, participa do agendamento com a construtora quando solicitado e entrega o relatório em formato que o comprador pode protocolar. O atendimento é em Ribeirão Preto e região, conforme a localização do empreendimento.

A construtora agenda a vistoria e dá um prazo limitado para apontar pendências, muitas vezes com formulário próprio.
O comprador apontou itens, a construtora corrigiu parcialmente e agora é preciso reavaliar tecnicamente o que foi feito.
Quem não mora na cidade do empreendimento contrata a vistoria técnica para não receber o imóvel sem conferência.
Investidor que não vai usar o imóvel precisa registrar a condição de entrega antes de repassar a unidade.
Manchas, bolhas em pintura, eflorescência ou trincas visíveis na entrega merecem avaliação antes de qualquer assinatura.
Quem vai reformar logo precisa separar o que é responsabilidade da construtora do que será alterado na reforma.
Assentamento, alinhamento, planicidade aparente, rejunte, peças trincadas, som cavo perceptível e arremates.
Alinhamento, vedação, funcionamento de folhas e fechos, trincos, roldanas, drenagem de perfis e integridade dos vidros.
Uniformidade, cobertura, respingos, arremates junto a rodapés, batentes e emendas visíveis.
Verificação de desaprumos e desníveis perceptíveis em pisos, paredes e bancadas, com instrumentos de nível.
Funcionamento de torneiras, chuveiros, descargas, escoamento de ralos, caimento aparente e vazamentos visíveis.
Funcionamento de pontos, tomadas, interruptores, quadro, identificação de circuitos e presença de pontos previstos em contrato.
Mapeamento das fissuras visíveis, manchas, bolhas e sinais de infiltração aparente em áreas internas e sacada.
Conferência dos itens previstos no memorial descritivo e do estado de conservação na entrega.
Caimento aparente, soleiras, vedação de portas e comportamento do escoamento em teste com água, quando possível.
Envio do memorial descritivo, da planta e do formulário da construtora, quando existirem, para preparar o checklist.
Verificação item por item, com fotos, anotações e testes simples de funcionamento e escoamento.
Descrição objetiva de cada apontamento, com localização no ambiente e evidência fotográfica correspondente.
Consolidação em documento organizado por ambiente, adequado para apresentação formal à construtora.
Explicação técnica dos apontamentos para que o comprador decida com informação como conduzir o recebimento.
Nova verificação após as correções, comparando o executado com a lista original de apontamentos.
O valor é definido caso a caso, depois de entender o escopo real. Não divulgamos tabela fixa, porque situações diferentes exigem trabalhos diferentes.
A vistoria é executada por profissional habilitado, com responsabilidade técnica registrada sobre a atividade contratada quando aplicável. Trata-se de inspeção não destrutiva: não há abertura de elementos, desmontagem de sistemas ou ensaios laboratoriais, salvo contratação específica. Quando um indício exige investigação aprofundada ou atividade típica de outra modalidade profissional, isso é registrado no relatório com a recomendação correspondente.
Para a maioria dos compradores, sim. O engenheiro conhece tolerâncias, sabe distinguir acabamento aceitável de inconformidade e produz um relatório que sustenta a exigência de correção. Sem isso, a discussão com a construtora tende a ficar no campo da opinião.
A decisão é do comprador e envolve aspectos contratuais e jurídicos, não apenas técnicos. O papel da vistoria é fornecer informação técnica clara sobre a condição do imóvel para que a decisão seja tomada com base em fatos registrados.
Depende da área e do número de ambientes. Unidades compactas costumam ser verificadas em algumas horas; unidades grandes, com sacada, dependências e mais banheiros, demandam mais tempo.
Ela identifica indícios acessíveis e observáveis. Sem abertura de elementos e sem ensaios, não é possível afirmar a inexistência de vícios ocultos. Quando algum indício aparece, o relatório recomenda a investigação adequada.
Esta é focada no recebimento de unidade nova, com checklist voltado à conformidade da entrega e ao memorial descritivo. A vistoria técnica geral de imóvel tem escopo mais amplo e se aplica a diversas finalidades, incluindo imóveis usados e situações de conflito.
Sim, quando a visita técnica é agendada no mesmo horário. Isso costuma ser produtivo, porque os apontamentos são discutidos no local, com o técnico da construtora presente.
O relatório técnico passa a ser a base da tratativa formal. Se a questão evoluir para discussão contratual ou judicial, o material serve de subsídio, e pode ser complementado por laudo específico ou perícia, conforme a necessidade.
Descreva a situação, envie fotos, documentos e o endereço. A análise do escopo define o que é realmente necessário, o que pode ser assumido tecnicamente e a proposta.