Antes de levantar mais um pavimento, é preciso saber o que a construção existente suporta. A análise avalia fundações, pilares, vigas, lajes e o sistema construtivo, e indica o que precisa ser verificado, reforçado ou reprojetado.
Essa é uma das perguntas mais frequentes em reforma residencial, e não existe resposta rápida honesta para ela. Acrescentar um pavimento significa aumentar carga permanente e carga de uso em toda a cadeia: laje, vigas, pilares, baldrames e fundações. Cada elemento precisa ser capaz de receber esse acréscimo, e o elo mais fraco define o que é possível.
Quando existe projeto estrutural da construção original, o trabalho começa com uma vantagem grande: dá para saber quais seções foram adotadas, qual carregamento foi previsto e se a ampliação já estava contemplada. Muitas casas, porém, foram construídas sem projeto ou perderam a documentação. Nesses casos é necessário levantar a geometria em campo, identificar o sistema construtivo e, conforme o caso, investigar a fundação antes de qualquer conclusão.
A fundação costuma ser o ponto mais delicado, justamente por estar enterrada. Saber o tipo, a profundidade e as condições do solo de apoio pode exigir investigação específica, como abertura de poço de inspeção ou sondagem. Concluir que a casa suporta mais um pavimento sem saber o que existe abaixo dela é assumir um risco que não se justifica.

O caso clássico. Envolve verificar toda a cadeia de cargas, da nova laje até a fundação existente.
Mesmo quando a laje foi feita pensando no futuro, é preciso confirmar o que foi efetivamente previsto e executado.
Acrescentar apenas um ou dois cômodos superiores concentra carga em parte da estrutura, o que exige análise da região afetada.
Sem projeto, é preciso levantar a estrutura existente e investigar a fundação para embasar a decisão.
Concreto armado, alvenaria estrutural, alvenaria convencional com pilares, estrutura metálica ou solução mista.
Lajes, vigas, pilares, apoios e travamentos, com levantamento de geometria e verificação das condições atuais.
Tipo, condição e capacidade de receber o acréscimo, com investigação complementar quando a informação não estiver disponível.
Peso próprio da nova estrutura, revestimentos, alvenarias, cobertura, caixa d'água e uso pretendido dos ambientes.
Quando o acréscimo direto é inviável ou caro, podem ser avaliadas soluções mais leves ou estrutura independente, conforme o caso.


Projeto estrutural, arquitetônico, memorial e histórico de obras. O que existir encurta o caminho.
Identificação do sistema, medição de seções, vãos e alturas e registro das condições dos elementos.
Quando necessária: poço de inspeção, sondagem do solo ou outros procedimentos definidos no escopo.
Composição das cargas da ampliação pretendida, a partir do projeto arquitetônico ou da intenção do proprietário.
Comparação entre solicitações e capacidade dos elementos existentes, com identificação dos pontos críticos.
Viabilidade, necessidade de reforço, alternativas construtivas e o que deve constar do projeto da ampliação.
O valor depende da existência de projeto, do tamanho da casa, do nível de levantamento necessário e da extensão da verificação por cálculo.
Investigação de fundação e sondagem do solo, quando necessárias, são itens de custo próprio e ficam explícitos na proposta.
Projeto estrutural da ampliação, quando contratado, é orçado à parte, já com o programa definido pelo proprietário.
O levantamento em campo depende da agenda e do acesso a todos os ambientes, inclusive à cobertura.
Investigação de fundação alonga o prazo, porque envolve execução em campo e análise dos resultados.
A verificação por cálculo tem prazo proporcional ao número de elementos analisados.
Os serviços são conduzidos por engenheiro civil, com Anotação de Responsabilidade Técnica registrada conforme o escopo efetivamente contratado. Verificação por cálculo, projeto de reforço e laudo de diagnóstico são escopos distintos, cada um com sua responsabilidade técnica específica. As normas técnicas aplicáveis são as da ABNT pertinentes ao sistema construtivo e à finalidade do trabalho, na edição vigente.
Eng. Luís Henrique de Almeida Souza, Engenheiro Civil, CREA-SP 5061174960 — LHGEO Engenharia, base em Ribeirão Preto/SP.
Depende das fundações, dos pilares, das vigas, das lajes, do sistema construtivo e das cargas pretendidas. Só é possível responder após levantar o que existe e verificar os elementos críticos.
Não necessariamente. A laje pode ter sido dimensionada apenas como cobertura. É preciso confirmar o que foi previsto e verificar também vigas, pilares e fundações.
Nem sempre. A sondagem é indicada quando a fundação e o solo de apoio são desconhecidos ou quando há indícios de movimentação. A decisão sai da vistoria.
É o caso mais comum. A estrutura existente é levantada em campo e, conforme a situação, a fundação é investigada. Isso aumenta o trabalho, mas torna a conclusão possível.
Muitas vezes sim, e essa pode ser a alternativa quando a ampliação total é inviável. Ainda assim, é preciso verificar a região da estrutura que receberá a carga.
Conforme o caso, soluções construtivas mais leves ou estrutura independente podem ser avaliadas. A escolha depende do que a análise identificar e do programa pretendido.
Não. A análise responde sobre viabilidade e condicionantes. O projeto estrutural da ampliação é contratado em escopo próprio.
Sim, correspondente ao serviço contratado. Análise, verificação e projeto têm ARTs compatíveis com cada escopo.
A LHGEO Engenharia tem sede em Ribeirão Preto/SP e atende diferentes localidades conforme o serviço, o escopo e a logística. Consulte as cidades atendidas ou informe a localização do imóvel para análise. Conheça também o hub de engenharia estrutural. Quando a demanda envolve litígio e nexo causal entre partes, o caminho costuma ser a perícia judicial.
Envie as informações do seu caso e retornamos com as dúvidas certas e uma proposta de escopo compatível com a finalidade do documento.