Antes de derrubar ou abrir uma parede, é preciso saber o que ela faz na estrutura. A LHGEO avalia o sistema construtivo, a função do elemento, o caminho das cargas e a necessidade de reforço, com documento técnico e ART compatíveis com o escopo.
Retirar uma parede é uma das reformas mais comuns e também uma das que mais gera dúvida. A pergunta que chega é quase sempre a mesma: essa parede pode sair? A resposta técnica não vem da espessura do elemento, da posição dele na planta nem da comparação com o apartamento do vizinho. Ela vem da identificação do sistema construtivo, da função que aquele elemento cumpre e do que acontece com as cargas depois que ele deixa de existir.
Em edificações de concreto armado com alvenaria de vedação, muitas paredes internas podem ser removidas sem alterar o caminho das cargas verticais, mas ainda assim é preciso conferir o que se apoia sobre elas, se há laje nervurada apoiada em faixa, se existem instalações embutidas relevantes e se o elemento contribui para o travamento. Em alvenaria estrutural, a lógica muda completamente: as paredes fazem parte do sistema resistente e a remoção ou a abertura de vão exige análise específica, muitas vezes com necessidade de reforço e, em condomínio, de aprovação formal.
Há ainda o caso das edificações antigas e das que passaram por reformas sucessivas sem registro. Nelas, um elemento originalmente de vedação pode ter passado a receber carga depois de alterações feitas ao longo dos anos. Por isso o trabalho combina inspeção em campo, leitura da documentação disponível e levantamento do histórico com quem conhece o imóvel.

A reforma mais pedida. Envolve identificar a função da parede, verificar apoios de laje e definir se a abertura exige viga, pilar ou reforço.
Abertura parcial também altera o comportamento do elemento. É preciso avaliar a verga, a redistribuição de esforço e as bordas do vão.
Além da análise técnica, o condomínio costuma exigir documento assinado e ART antes de autorizar a obra. O escopo deve atender ao que o síndico ou a administradora pede.
Sistema em que as paredes participam da resistência. Qualquer intervenção exige análise específica e, frequentemente, solução de reforço projetada.
Concreto armado com vedação, alvenaria estrutural, estrutura metálica, alvenaria antiga ou solução mista. É o ponto de partida de toda a análise.
Verificação do que se apoia sobre a parede, da continuidade dela entre pavimentos e da participação no travamento da edificação.
Análise de como os esforços chegam até a parede e para onde eles vão depois da remoção ou da abertura proposta.
Quando a remoção é viável mediante solução, o documento indica a necessidade de verga, viga de transição, pilar, perfil metálico ou outro reforço, que é dimensionado em escopo próprio.
Documento técnico e ART com o conteúdo compatível com o que foi contratado e com o que o destinatário exige.


Fotos do ambiente, da parede e, se houver, planta arquitetônica. Isso permite entender a demanda e propor escopo, sem concluir nada sobre a estrutura.
Projeto arquitetônico, projeto estrutural, memorial e histórico de reformas. Onde existe projeto, o trabalho é mais direto e mais barato.
Identificação do sistema construtivo em campo, conferência de espessuras, apoios, continuidade e instalações, e registro das manifestações existentes.
Avaliação do que a parede recebe e do efeito da remoção sobre os elementos vizinhos e sobre os apoios.
Remoção viável sem intervenção, remoção viável com reforço projetado, abertura parcial com verga ou inviabilidade técnica da proposta apresentada.
Parecer ou laudo com a conclusão, as condicionantes de execução e a ART correspondente ao serviço.
O valor depende do tipo de imóvel, do número de paredes analisadas, das condições de acesso e da existência de projeto. Quando há projeto estrutural disponível, boa parte do levantamento já está resolvida.
Casos em alvenaria estrutural e edificações antigas exigem mais tempo de campo e mais análise, porque a função dos elementos não é evidente e precisa ser verificada.
Se além do parecer houver necessidade de dimensionamento de reforço e projeto executivo, esse escopo é orçado à parte, já com a definição do que será reforçado.
O prazo depende da agenda de campo e da disponibilidade de acesso ao imóvel.
Casos com projeto completo em mãos costumam andar mais rápido do que casos sem documentação.
Quando a conclusão exige verificação por cálculo ou investigação complementar, o prazo é informado junto com esse escopo adicional.
Os serviços são conduzidos por engenheiro civil, com Anotação de Responsabilidade Técnica registrada conforme o escopo efetivamente contratado. Verificação por cálculo, projeto de reforço e laudo de diagnóstico são escopos distintos, cada um com sua responsabilidade técnica específica. As normas técnicas aplicáveis são as da ABNT pertinentes ao sistema construtivo e à finalidade do trabalho, na edição vigente.
Eng. Luís Henrique de Almeida Souza, Engenheiro Civil, CREA-SP 5061174960 — LHGEO Engenharia, base em Ribeirão Preto/SP.
Pela identificação do sistema construtivo, pela continuidade do elemento entre pavimentos, pelo que se apoia sobre ele e pelo histórico do imóvel. Não se decide pela espessura nem pelo som ao bater na parede.
Não é um bom critério. Imóveis do mesmo prédio podem ter posições diferentes na estrutura, alterações anteriores diferentes e condições distintas. A análise precisa ser do seu imóvel.
A ART formaliza a responsabilidade técnica pelo serviço de engenharia contratado. Condomínios costumam exigi-la antes de liberar a obra, e ela é registrada conforme o escopo executado.
O documento fornece a informação técnica. A aprovação depende das regras do condomínio e do que o síndico ou a administradora exige. Vale confirmar essa exigência antes de contratar.
Em muitos casos sim, mas a abertura parcial também muda o comportamento do elemento. É preciso avaliar verga, bordas do vão e redistribuição de esforços.
Isso não significa que a reforma é impossível. Significa que ela depende de solução projetada, como viga de transição ou perfil metálico, dimensionada por engenheiro em escopo específico.
Sim, como escopo separado. Primeiro se define o que é necessário; depois o reforço é dimensionado e detalhado para execução.
Sim. A base é e o atendimento regional é feito por deslocamento programado. Os municípios estão listados no hub regional do cluster estrutural.
A LHGEO Engenharia tem sede em Ribeirão Preto/SP e atende diferentes localidades conforme o serviço, o escopo e a logística. Consulte as cidades atendidas ou informe a localização do imóvel para análise. Conheça também o hub de engenharia estrutural. Quando a demanda envolve litígio e nexo causal entre partes, o caminho costuma ser a perícia judicial.
Envie as informações do seu caso e retornamos com as dúvidas certas e uma proposta de escopo compatível com a finalidade do documento.