Materializar pontos estáveis com coordenadas confiáveis, base de todo levantamento, locação e monitoramento posterior.
Marco geodésico é um ponto materializado no terreno com coordenadas e cota determinadas e documentadas. Ele existe para que medições feitas em momentos diferentes, por equipes diferentes, sejam comparáveis entre si.
Sem essa base, cada levantamento adota sua própria referência. É assim que uma obra acaba com três sistemas de coordenadas, um projeto que não encaixa no outro e discussões sobre qual medição está certa.
A implantação envolve escolha de local estável e com boa visibilidade do céu, materialização adequada, rastreio GNSS com tempo compatível com a precisão pretendida, processamento vinculado à rede oficial e um relatório que permita a qualquer equipe futura reocupar o mesmo ponto.
Diversas frentes e equipes vão medir ao longo de meses e precisam da mesma referência estável.
Ampliações sucessivas exigem continuidade do sistema de coordenadas ao longo dos anos.
Campanhas repetidas de recalque, deformação ou barragem dependem de referência fora da zona instável.
Os pontos anteriores foram destruídos pela obra ou pelo tempo e a rede precisa ser recuperada.
Definição da quantidade, da distribuição e da precisão pretendida, considerando o uso previsto e a geometria da área.
Seleção de pontos estáveis, protegidos da circulação e da obra, com horizonte livre para rastreio GNSS.
Coleta com tempo de sessão compatível com a precisão pretendida e com a distância às estações de referência utilizadas.
Vinculação à rede oficial, processamento das linhas de base e ajustamento da rede, com avaliação da qualidade obtida.
Documentação de cada marco, com coordenadas, cota, croqui de localização, fotografias e método adotado.
Método base para determinação de coordenadas de marcos, com tempo de sessão ajustado à precisão pretendida.
Processamento com estações de referência, garantindo que a rede local esteja no mesmo sistema dos demais documentos.
Aplicado quando a componente altimétrica exige precisão superior à obtida diretamente por GNSS.
Transporte de coordenadas para pontos sem visibilidade do céu, a partir dos marcos determinados por GNSS.
A combinação de equipamentos é definida conforme o objetivo do trabalho, o porte da área e a precisão necessária. Não há um único arranjo aplicável a todos os casos.
O valor é definido caso a caso, após entender escopo e condições de campo. Não trabalhamos com tabela fixa divulgada.
A implantação, o processamento e as monografias são de responsabilidade de profissional habilitado, com ART quando aplicável, e declaram método, referência e precisão obtida.
Para dar uma referência única e estável a todas as medições. Com ele, levantamentos e locações feitos em datas diferentes permanecem comparáveis.
Depende da extensão da área e da geometria do trabalho. O critério é ter sempre pontos visíveis e estáveis próximos às frentes de medição.
Em local estável, fora da área de intervenção e da circulação de máquinas, com horizonte livre para rastreio por satélite.
É o documento que descreve o marco: coordenadas, cota, sistema de referência, croqui de acesso, fotografias e método de determinação.
Depende do tempo de rastreio, da geometria da rede, da distância às estações de referência e das condições de recepção. A precisão obtida é declarada no relatório.
Sim, quando existem marcos remanescentes e documentação suficiente para reconstituir o sistema anterior e amarrar os novos pontos a ele.
Envie a localização, os documentos disponíveis e a finalidade do trabalho. A análise do escopo define método, entregáveis e proposta.