Representar o relevo do terreno com cotas e curvas de nível, base para decidir aterro, drenagem, acessos e implantação.
Levantamento altimétrico é o levantamento das alturas do terreno. Em campo, são coletados pontos com cota; no escritório, esses pontos geram um modelo do relevo e as curvas de nível, que são linhas ligando pontos de mesma altura.
As curvas de nível permitem ler o terreno de forma rápida: onde a água corre, onde há depressão, qual a declividade de cada trecho, onde a rampa de acesso é viável e onde o desnível vai exigir aterro ou contenção. É informação que planta sem altimetria não fornece.
Na prática, o levantamento altimétrico raramente é contratado isolado: costuma vir junto à planimetria, formando o levantamento planialtimétrico. Ele é tratado separadamente aqui porque muitos projetos falham justamente por não terem informação de relevo confiável.
A implantação depende de conhecer o relevo real para definir cotas de piso, rampas e movimentação de terra.
Sem curvas de nível não é possível determinar direção de escoamento nem dimensionar o caimento de superfícies.
Acessos, estacionamentos, rampas e áreas de manobra têm limites de inclinação que precisam ser verificados sobre o terreno real.
Antes de detalhar o projeto, a superfície levantada permite estimar ordens de grandeza de corte e aterro.
Escolha entre referência local ou amarração a um sistema altimétrico, conforme a finalidade do trabalho.
Criação de pontos estáveis que permitam repetir o levantamento e transportar cotas ao longo da área.
Levantamento em malha adequada ao terreno, com adensamento nas quebras, valas, cristas, taludes e mudanças de declividade.
Geração do modelo digital e das curvas de nível no intervalo adequado à escala e à finalidade do projeto.
Extração de perfis longitudinais, seções e mapas de declividade quando o projeto exigir essa leitura.
Cobertura eficiente de áreas abertas, com boa densidade de pontos de relevo em pouco tempo.
Aplicada onde há obstrução, vegetação densa ou necessidade de detalhamento junto a estruturas.
Usado quando o controle altimétrico precisa ser mais rigoroso, como em áreas planas com caimento crítico.
Em áreas extensas e sem vegetação alta, apoia a geração da superfície, sempre com controle e validação em campo.
A combinação de equipamentos é definida conforme o objetivo do trabalho, o porte da área e a precisão necessária. Não há um único arranjo aplicável a todos os casos.
O valor é definido caso a caso, após entender escopo e condições de campo. Não trabalhamos com tabela fixa divulgada.
O levantamento é executado por profissional habilitado, com ART quando aplicável, e o relatório declara a referência altimétrica adotada.
Para representar o relevo em planta. Elas mostram declividade, direção de escoamento, depressões e elevações, permitindo decidir cotas de projeto, drenagem, acessos e movimentação de terra.
O altimétrico trata das alturas do terreno. O planialtimétrico reúne a altimetria e a planimetria, ou seja, o relevo mais a posição dos elementos existentes.
Depende da escala e da finalidade: projetos de detalhe pedem intervalos menores, estudos preliminares aceitam intervalos maiores. O projetista costuma definir esse parâmetro.
Não sempre. Para obra isolada, uma referência local bem materializada pode bastar. Para projetos integrados a redes e vias, a amarração a sistema altimétrico costuma ser necessária.
Em áreas abertas e sem vegetação alta, o drone é muito produtivo. Em terreno com mato, água ou sob cobertura, o levantamento terrestre representa melhor o solo real.
Com o modelo digital que gera as curvas, sim, desde que exista uma superfície de comparação, como projeto ou levantamento anterior.
Envie a localização, os documentos disponíveis e a finalidade do trabalho. A análise do escopo define método, entregáveis e proposta.